Star Wars – Império Despedaçado

Star Wars: Império Despedaçado foi lançado em Abril de 2015 pela Panini em um encadernado que contempla as quatro edições de Star Wars: Shattered Empire, escrita por Greg Rucka e com ilustrações de Marco Checchetto, com apoio de Unzueta e Emilio Laiso.

Crítica Star Wars – Império Despedaçado

A edição contém o selo Jornada para Star Wars: O Despertar da Força, que sinalizou diversas obras que continham alguma informação que preparasse o público para o lançamento do filme, que contaria os fatos após O Retorno de Jedi.

A história começa na batalha que leva a destruição da Segunda Estrela da Morte, porém, deixando os personagens principais da trilogia original em segundo plano e contando os fatos do ponto de vista de Shara Bey.

A história possui um toque bem sentimental no drama vivido por Shara, que se vê dividida entre sua vida na causa rebelde e um futuro feliz com sua família.

Seu marido Kes Dameron também aparece de vez em quando entre uma sub trama ou outra, mas com o tempo você percebe que a sua presença ali é até um pouco desnecessária, pois a história de Shara já se vendia sozinha.

O ponto aqui que cria o primeiro vínculo com O Despertar da Força é que Shara e Kes são os pais de Poe Dameron, um dos protagonistas da nova trilogia, o que agrega ainda mais valor ao arco do personagem, que já é querido por muitos fãs.

Review Império Despedaçado

Embora a proposta seja incrível, a impressão que fica é que Greg Rucka não desenvolveu completamente o roteiro que estava planejando. Propositalmente ou não, o roteiro deixa diversas pontas soltas que podem ou não ser complementadas em futuras obras no novo cânone da franquia.

É legal ver que o Imperador tinha um plano para caso sua morte viesse à tona, mas, em um breve momento o roteiro simplesmente deixa de desenvolver isso e tudo fica literalmente no ar.

Quem gosta da trilogia Prequel, vai sentir um pouco de nostalgia ao ver os personagens em Naboo e tudo aquilo sendo desenvolvido após a trilogia original.

Um acerto por vez

Como falado anteriormente, a trama deixa diversas pontas soltas, o que pode ser até um ponto positivo se futuramente novas obras “taparem” esse buraco. Porém, muita coisa poderia ter sido desenvolvida nessa minissérie.

A protagonista é convincente e ganha o público exatamente pela simplicidade de suas ações.

A arte está maravilhosa, deixando até momentos em que não haveria nenhuma emoção, com um impacto impressionante. Somente a paleta de cores usada pelo arte finalista é que está cum pouco cinza, porém, retrata bem a personalidade da personagem.

O desfecho deixa mais dúvidas do que respostas, porém é legal ver as coisas se encaixando, pensando que tudo foi pensado lá atrás, imaginando um universo vivo e com uma carga emocional impactante.

Leia também: A Saga da Fênix Negra

Panini acertou e muito com esse encadernado, em capa dura e de muita qualidade. Basta esperar agora que novas obras do cânone oficial tenham o mesmo tratamento, com carinho e respeito, que é o que toda obra de Star Wars merece.

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