Homem-Aranha – Qual foi a primeira HQ?

Você sabe qual a primeira HQ do Homem-Aranha?

Muita gente pode ser fã de carteirinha do cabeça de teia mas não sabe qual a primeira revista do Homem-Aranha.

Para quem não sabe a primeira aparição do Homem-Aranha nas histórias em quadrinho, foi em Amazing Fantasy, edição 15 em agosto de 1962. Criada por Stan Lee – o gênio dos HQs o clássico obteve marcas icônicas, ganhando sua própria história em quadrinho sete meses depois março de 1963.

Amazing Fantasy ainda é considerada um ícone das histórias das HQs, por conter os maiores arcos e as principais histórias que deram origem a tudo que significa o Homem-Aranha. Nela, fatos como a morte de Gwen Stacy e o casamento do aracnídeo, são retratados de forma épica.

A primeira HQ do Homem-Aranha

A revista apresenta o Homem-Aranha em 12 de suas 26 páginas, fazendo parte desta edição, também, o Homem do Sino e O Homem do Sarcófago.

Cabeça de teia

Nela, já na primeira página, é abordada a origem e história de Peter, um garoto tímido, é muito zoado pelos colegas e completamente distante da realidade dos populares de Midtown High School, ele é chamado de “ferrinho”, uma zoação que faz referência a nerds.

Amazing Fantasy #15

Na edição Parker é retratado com um garoto com inteligência acima da média, sendo elogiado constantemente por professores e motivo de orgulho para seus tios Ben e May Parker – responsáveis pela criação e educação do menino.

Em visita à uma feira de experimentos radioativos, já na segunda página do quadrinho, é picado acidentalmente por aranha e afetado por sua radioatividade.

Com isso, o jovem sai da feira, já sob efeitos dos novos sentidos, sentindo uma dor de cabeça absurda, e percebe que ganhou poderes e habilidades sobre-humanas.

Entristecido pelas constantes zombarias, em seu primeiro ato, após perceber seu novo potencial, se inscreve e participa de uma luta, a fim de testar seus poderes, o que resulta em um sucesso exorbitante, tanto que Parker é convidado para participar de um show.

Aliando seu enorme QI aos poderes, ele cria as teia e os disparadores, além de costurar seu próprio “uniforme” e passa a ganhar dinheiro nos ringues.

Grandes poderes, grandes responsabilidades

Ao retornar para casa, após uma luta, o mocinho descobre que seu tio Ben foi assassinado por um ladrão. Ele veste o traje, e pela primeira vez vai em busca de justiça.

O Cabeça de Teia procura o bandido e tem uma revelação chocante, ele havia deixado o assassino de seu tio escapar anteriormente, o que deixou o garoto frustrado, revoltado e decepcionado consigo mesmo.

Ainda que em pouco espaço, o amadurecimento do personagem é retratado, quando o garoto, que em determinado momento tem atitudes egoístas, passa a agir como um super-herói, em prol do povo.

Por incrível que pareça, todo este enredo é desenvolvido em apenas 12 páginas e o que torna tudo ainda mais engrandecedor. Stan Lee consegue ser sucinto e direto ao explicar a origem do super-herói, deixando um gostinho de quero mais, que dá vontade de seguir lendo. Deve ser por isso, que o super-herói garantiu lugar cativo nos HQs e no coração mundial.

É importante frisar ainda, a contribuição de Steve Ditko à história. Ele desenhou a imagem completamente fiel ao roteiro de Stan Lee, o que torna a parceria ainda mais interessante e cativante.

Um herói jovem, anseios, desejos, medos e angustias de um adolescente, torna a identificação com o personagem, um dos fatores de sucesso.

O surreal, é que em 2018, a narrativa criada pela dupla ainda faz muito sentido. Em tempos de bullying e superação, o contexto se torna ainda mais real.

Além de tudo isso, o herói tem um ar engraçado, o que contrabalanceado com sua complexidade, fazem de Peter Parker um dos personagens mais populares e icônicos do mundo, nunca caindo no esquecimento.

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